Verdade seja dita, não que seja a primeira vez, mas hoje posto bêbada! Estupidamente bêbada. Embora não saiba bem, ainda, o que escrever, acabo de tomar uma grande decisão! Escreverei todos os dias neste blog! E é assim que começa a dita estória, afinal.
Estava num bar com dois amigos quando lá pelo meio litro de cachaça resolvemos, os três, espontaneamente, que viajaríamos para a Rússia! Quando? Não sabíamos. Como? Estávamos tontos, oras, o "como?" lá faz sentido para quem bebe? Pouco importa, Rússia! E brindamos mais uma vez. No lusco-fusco do riso com fumaça de cigarro, percebemos, que o garçon que nos servia se chamava, curiosamente, Vladmir. Neste momento notamos que Vladmir não falava nossa língua e enchia nossos copos de vodka "smiwiskaiowska", a pura destilada siberiana! João pé torto, meu amigo, foi o primeiro a notar: "Gente, estamos na Rússia, vejam, quem nos serve é até um tal de Vladmir!" Confesso que no fundo de meu âmago havia algo ainda sóbrio, mas... Seria possível? Vladmir agora estava encostado na entrada do bar e nos encarava com aqueles olhinhos perdidos e apertados, dignos de um russo, estaria eu, tão já, assim, na Rússia?
Tudo foi um chacoalhar dos instantes do tempo e das horas. Eu estava na Rússia, sentada com meus dois amigos, vivendo uma situação que aconteceu no passado, quando, por um mero acaso, ou força do hábito, bebíamos, e, nos prometíamos que iríamos à Rússia.
O tempo se turbilhonou em nossas cabeças, passado, presente e futuro se confundiram de tal forma que por um mero instante, nós três acreditávamos estar ainda no Brasil desejando estar na Rússia. O mais curioso e estupefiante foi perceber como agora, tudo isso, já era um passado impalpável e inexistente lutando para sobreviver nesta torta, trôpega, mas justa, prosa.
sábado, 19 de janeiro de 2013
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