Num reino distante
Uma princesa dormia
A sombra do rei
Que consigo escondia
Segredo fatal
A guerra travara
E mesmo ao seu lado
Esquadra encantada
O rei percebeu
Que não era imortal.
"Acordem minha filha!
E levem-na à ilha
Cercada por mar
Bem longe da terra
Que mesmo em espera
Pródigo guerreiro
A irá encontrar."
Trancafiada
A princesa prostrada
Se pôs a chorar
Mas olhava pras vagas
E essas traziam
Palavras perdidas
Do rei valoroso
Que fora seu pai
"Se acalme minha filha
Que assim é a vida
E tenha coragem
Para esperar
Pois cada um tem sua hora
E nessa espera verás
Que a tua um dia
Irá de chegar!"
Um dia esperando
Mas sem esperar
Viu se aproximando
Da beira do mar
Nau pequenina
Que a um conduzia
Em tão vasto mar
O navegante em delírios
Jogou-se nas areias
E sua historia então
Dispôs-se a narrar:
"Fugi de sereias
Tubarões e baleias
Enfrentei tormentas,
Tromba, procela,
Gélidas noites
Siladas do mar.
Passei oh princesa
Por tais desventuras
Por isso lhe imploro
O perdão da demora
E se me conceder
Honra tamanha
Desejaria tua face
Poder comtemplar!"
Atordoada
A princesa olhava
O guerreiro do mar
Perguntara seu nome
E esse dissera:
" Sou Gilliat."
"Gilliat... Gilliat... Gilliat!
Provavelmente enlouqueci
Pois o que de ti eu li
É que te entregastes
Ao oculto mar."
"Não, não é mentira
Morri, sim morri.
E tu princesa
Dormes e sonhas
E nesse teu sonho
Sou eu o príncipe
Que vim de buscar."
" E para onde
Surreal Gilliat
Nessa tua nau
Pretendes me levar?"
"Para teu reino querido
Que agora se encontra perdido
Nas profundezas do mar."
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
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