Necessidade,
minha vontade de rumar ao norte.
Há um caminho à trilhar. Há?
Há de haver, haverá.
Mas que norte que não o aqui?
Este norte... Desejo de morte
vida e morte.
Aquele campo de trigo
sob aquele céu nublado
nada me diziam
quando eu os contemplava.
Hoje porém, eles me dizem muito mais.
Antes eu os via e os sentia,
agora eu simplesmente os quero
aqueles campos de trigo sob um céu nublado.
Indigente trilhando
caminhos de trigo.
Um céu nublado
mira-o.
Homem que segue no campo
e contempla o trigo:
Viverás para sempre,
desnorteado.
Suzana
sexta-feira, 25 de junho de 2010
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