Essa vida libertina
é mais um passo
pois ser errante
é meu acerto
e essa errância é meu governo.
Mas se um dia eu olhar para trás
verei o que fiz
e não o que poderia ter feito.
Todos estes erros e acertos
não são meus meros e sinceros defeitos,
meu rumo são descaminhos
per-feitos!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
De repente a hora
E deu-se a hora.
foi quando quanda ...
Noites de muitas estrelas
de muitos sussurros
e todo frescor.
Moça, que caminha na rua,
morena passante
vestido dançante,
exala calor.
Homem, parado num canto
fumando cigarro,
segura uma flor.
Todos os Deuses presentes
petrificados _entes_
contemplam eternos
abençoando ternos
uma estória de amor.
foi quando quanda ...
Noites de muitas estrelas
de muitos sussurros
e todo frescor.
Moça, que caminha na rua,
morena passante
vestido dançante,
exala calor.
Homem, parado num canto
fumando cigarro,
segura uma flor.
Todos os Deuses presentes
petrificados _entes_
contemplam eternos
abençoando ternos
uma estória de amor.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Los Amantes

¿Quién los ve andar por la ciudad
si todos están ciegos ?
Ellos se toman de la mano:
algo habla entre sus dedos,
lenguas dulces lamen la húmeda palma,
corren por las falanges,
y arriba está la noche llena de ojos.
Son los amantes, su isla flota a la deriva
hacia muertes de césped, hacia puertos
que se abren entre sábanas.
Todo se desordena a través de ellos,
todo encuentra su cifra escamoteada;
pero ellos ni siquiera saben
que mientras ruedan en su amarga arena
hay una pausa en la obra de la nada,
el tigre es un jardín que juega.
Amanece en los carros de basura,
empiezan a salir los ciegos,
el ministerio abre sus puertas.
Los amantes rendidos se miran y se tocan
una vez más antes de oler el día.
Ya están vestidos, ya se van por la calle.
Y es sólo entonces cuando están muertos,
cuando están vestidos,
que la ciudad los recupera hipócrita
y les impone los deberes cotidianos.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Malagueño
Existirá sombra em teu caminho?
Penumbra.
Alguma?
Não há.
Don Juan, ah Don Juan...
Os teus encantos
susurros cantos
são meus segredos.
Eu quando menina,
ainda.
Eu pensava em "Don Juan"...
A grande fábula!
Mas eu não pretendia
Que um Don Juan
pousasse tão de repente
em minha vida.
Calor vindo do sol.
Que chega em noite escura
Oh mito espanhol!
Que cobre de vinho as donzelas
e baila e baila e baila
a noite a dança a valsa.
Don Juan! Quais caminhos percorrestes?
Santiago, Andaluza, Alicante.
Quantos perigos Don Juan!
Quantos milagres!
Mais um brinde à Don Juan,
Mais uma valsa.
Uma mais noite!
Taças, sapatos, roupas largadas
Aromas, odores, sabores
E tudo aquilo que inspira e transborda
amores.
Penumbra.
Alguma?
Não há.
Don Juan, ah Don Juan...
Os teus encantos
susurros cantos
são meus segredos.
Eu quando menina,
ainda.
Eu pensava em "Don Juan"...
A grande fábula!
Mas eu não pretendia
Que um Don Juan
pousasse tão de repente
em minha vida.
Calor vindo do sol.
Que chega em noite escura
Oh mito espanhol!
Que cobre de vinho as donzelas
e baila e baila e baila
a noite a dança a valsa.
Don Juan! Quais caminhos percorrestes?
Santiago, Andaluza, Alicante.
Quantos perigos Don Juan!
Quantos milagres!
Mais um brinde à Don Juan,
Mais uma valsa.
Uma mais noite!
Taças, sapatos, roupas largadas
Aromas, odores, sabores
E tudo aquilo que inspira e transborda
amores.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
lamento sertanejo
Por ser de lá
Do sertão, lá do cerrado
Lá do interior do mato
Da caatinga do roçado.
Eu quase não saio
Eu quase não tenho amigos
Eu quase que não consigo
Ficar na cidade sem viver contrariado.
Por ser de lá
Na certa por isso mesmo
Não gosto de cama mole
Não sei comer sem torresmo.
Eu quase não faloEu quase não sei de nada
Sou como rês desgarrada
Nessa multidão boiada caminhando a esmo.
Do sertão, lá do cerrado
Lá do interior do mato
Da caatinga do roçado.
Eu quase não saio
Eu quase não tenho amigos
Eu quase que não consigo
Ficar na cidade sem viver contrariado.
Por ser de lá
Na certa por isso mesmo
Não gosto de cama mole
Não sei comer sem torresmo.
Eu quase não faloEu quase não sei de nada
Sou como rês desgarrada
Nessa multidão boiada caminhando a esmo.
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