o velho da cabana sentia
a irrupção de um amanhã
leve, doce, manso
sobrevindo.
Num gesto de cuidado
o velho abriu a janela,
a porta, sentou na varanda.
ele queria esperar
os primeiros raios de sol.
Bichos, àrvores, flores
pareciam, no silêncio da noite,
guardados na escuridão.
o velho não dormia,
não se poupava,
o velho tranquilo da cabana,
aguardava de sua varanda
os primeiros raios de sol.
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