
domingo, 30 de novembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
O Encontro
Antes
Cabe, antes de mais nada, uma nota prévia: seria, eu diria, aquilo que costumam chamar de prólogo.
Isso que se chama " O Encontro" não tem muita pretensão de ser. Aviso de antemão ao leitor : " Se tens pressa, serás levado ao desespero." Pois, o que aqui postarei será sempre pouco e muito pouco, e as correções serão sempre muitas. Não reclamem dos erros! Isto está e estará sempre inacabado e sujeito à correções, como a vida de qualquer um.
I capitulo. Alicerces de uma cidade bem fundada: Caos.
Tarde fresca na pequena cidade; na praça principal a velha igreja, o velho pipoqueiro; que por sinal sempre foi velho; a velha casinha de sorvetes italianos e tudo aquilo de "caindo aos pedaços" que costumam ter esses pequenos lugares. Porém, olhares atentos podem notar que a contemporaneidade não perdoa nem mesmo estes azilos geográficos. Surge um dia uma pequena praga em um corpo, e então, sem motivo algum ela se alastra. O que era corpo, já não é mais. É carcaça, espólio. O mesmo acontecerá com a cidadezinha, já se viam os indícios da doença: uma loja famosa a um canto, uma franquia alimenticia em outro, o esboço de um prédio aqui, o rabisco de uma indústria ali. Eis o tempo do qual falamos, não espera ao menos "cair as velhas crostas da vida", ignora o que existe, toma-o por nada e de repente lá está ele; o explendor luminoso de um novo mundo soterrando o passado.
Não perpassam as eras estas cidades. Por que? Não nasceram grandes. Cidades pequenas que crescem ao longo do tempo desmoronam.
Acontece leitores, que o famoso "E fez-se luz" se deu de forma diferente neste lugar, contrataram um renomado arquiteto, um economista, um agricultor, um planejador, etc; juntaram todos num canto e disseram: "Deem-nos um mundo perfeito!" E não é que deram! Maquetes onde não cabe o homem.
(cap. incompleto)
Cabe, antes de mais nada, uma nota prévia: seria, eu diria, aquilo que costumam chamar de prólogo.
Isso que se chama " O Encontro" não tem muita pretensão de ser. Aviso de antemão ao leitor : " Se tens pressa, serás levado ao desespero." Pois, o que aqui postarei será sempre pouco e muito pouco, e as correções serão sempre muitas. Não reclamem dos erros! Isto está e estará sempre inacabado e sujeito à correções, como a vida de qualquer um.
I capitulo. Alicerces de uma cidade bem fundada: Caos.
Tarde fresca na pequena cidade; na praça principal a velha igreja, o velho pipoqueiro; que por sinal sempre foi velho; a velha casinha de sorvetes italianos e tudo aquilo de "caindo aos pedaços" que costumam ter esses pequenos lugares. Porém, olhares atentos podem notar que a contemporaneidade não perdoa nem mesmo estes azilos geográficos. Surge um dia uma pequena praga em um corpo, e então, sem motivo algum ela se alastra. O que era corpo, já não é mais. É carcaça, espólio. O mesmo acontecerá com a cidadezinha, já se viam os indícios da doença: uma loja famosa a um canto, uma franquia alimenticia em outro, o esboço de um prédio aqui, o rabisco de uma indústria ali. Eis o tempo do qual falamos, não espera ao menos "cair as velhas crostas da vida", ignora o que existe, toma-o por nada e de repente lá está ele; o explendor luminoso de um novo mundo soterrando o passado.
Não perpassam as eras estas cidades. Por que? Não nasceram grandes. Cidades pequenas que crescem ao longo do tempo desmoronam.
Acontece leitores, que o famoso "E fez-se luz" se deu de forma diferente neste lugar, contrataram um renomado arquiteto, um economista, um agricultor, um planejador, etc; juntaram todos num canto e disseram: "Deem-nos um mundo perfeito!" E não é que deram! Maquetes onde não cabe o homem.
(cap. incompleto)
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Incertezas do cotidiano
"Mais um dia de aula." Pensei ao abrir os olhos. Continuei deitada e pensativa, aquele era um bom momento para exercer a profissão, mas logo me entediei e senti fome. Comi qualquer coisa, etc, etc e fui para a faculdade, que se situa naquele imundo porém divertido largo São Francisco. No caminho fui me indagando: "Será que eu gosto de estudar esse troço que estudo!?" "Nem a arte de estudar eu ando praticando ultimamente!" "Acho que eu num sirvo pra isso! Eu num entendo nada..." "Mas se eu estiver entendendo, como é que vou saber que o que estou entendendo é o certo e aquilo que justamente é necessário ser entendio" Sorte sua leitor, a Presidente Vargas não estava engarrafada, logo cheguei ao meu destino e as lenga lengas da minha cabeça se perderam numa distração habitual e... Sadia eu diria.
Naquele dia eu estava com o ânimo murcho, andava chutando pedrinhas, recusava bom dias, doces e balas. Parece que a crise do quinto período finalmente havia batido. Entrei na sala pensando em sair, sentei com vontade de levantar, fechei os olhos e só Deus sabe se dormi. Acontece que despertei como se uma musa me cantasse ao pé do ouvido, a professora falava de Platão. Me endireitei na cadeira e fiquei ouvindo, fui me animando, a coisa foi me tocando de tal forma que eu não queria estar em outro lugar nem num outro tempo, eu pensava "finalmente despertei do sono letárgico" Era aquilo que eu deveria fazer para o resto da minha vida!
Finda a aula e eu tenho apenas uma vontade: Voltar o mais depressa possível à casa e me debruçar por horas diante dos livros! Abro a porta da sala decidida.
Sopra um vento no meu rosto, o dia estava lindo e fresco os pássaros cantavam (e não eram os habituais pombos) tudo conspirava para que eu acabasse o dia confinada com os livros em meu quarto?
Fui para o bar e bebi até me entortar.
Em breve "O Encontro" retorno aos romances ou "quase" romances de folhetim.
Naquele dia eu estava com o ânimo murcho, andava chutando pedrinhas, recusava bom dias, doces e balas. Parece que a crise do quinto período finalmente havia batido. Entrei na sala pensando em sair, sentei com vontade de levantar, fechei os olhos e só Deus sabe se dormi. Acontece que despertei como se uma musa me cantasse ao pé do ouvido, a professora falava de Platão. Me endireitei na cadeira e fiquei ouvindo, fui me animando, a coisa foi me tocando de tal forma que eu não queria estar em outro lugar nem num outro tempo, eu pensava "finalmente despertei do sono letárgico" Era aquilo que eu deveria fazer para o resto da minha vida!
Finda a aula e eu tenho apenas uma vontade: Voltar o mais depressa possível à casa e me debruçar por horas diante dos livros! Abro a porta da sala decidida.
Sopra um vento no meu rosto, o dia estava lindo e fresco os pássaros cantavam (e não eram os habituais pombos) tudo conspirava para que eu acabasse o dia confinada com os livros em meu quarto?
Fui para o bar e bebi até me entortar.
Em breve "O Encontro" retorno aos romances ou "quase" romances de folhetim.
sábado, 1 de novembro de 2008
Prévia
_E que mão é esta que nos guia por tão derradeiro caminho?
_Aquilo que nos guia é sempre o acaso.
_ Nada mais?
_ E por quê algo mais deveria nos encaminhar pela vida? _ Houve silêncio e o jovem disse baixo:
_Tenho medo.
_ O único medo que deves ter, é de não fazer aquilo que lhe é necessário. A crueldade do acaso é a de deixar trasparente o oportuno. Mas não se engane meu jovem, pois é aí que há luta, e vida se faz sacrifício. _ Vendo um brilho nos olhos do rapaz o velho continuou.
_ A única luta que não se deve travar é com o coração humano. Eis a maior das fatalidades. Mora dentro de cada um algo incontrolável, indomável, supremo. Ás vezes é necessário se calar diante disso que chamam amor.
Em breve "O encontro" retorno aos romances de folhetim (quase folhetim)
_Aquilo que nos guia é sempre o acaso.
_ Nada mais?
_ E por quê algo mais deveria nos encaminhar pela vida? _ Houve silêncio e o jovem disse baixo:
_Tenho medo.
_ O único medo que deves ter, é de não fazer aquilo que lhe é necessário. A crueldade do acaso é a de deixar trasparente o oportuno. Mas não se engane meu jovem, pois é aí que há luta, e vida se faz sacrifício. _ Vendo um brilho nos olhos do rapaz o velho continuou.
_ A única luta que não se deve travar é com o coração humano. Eis a maior das fatalidades. Mora dentro de cada um algo incontrolável, indomável, supremo. Ás vezes é necessário se calar diante disso que chamam amor.
Em breve "O encontro" retorno aos romances de folhetim (quase folhetim)
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