domingo, 23 de novembro de 2008

O Encontro

Antes

Cabe, antes de mais nada, uma nota prévia: seria, eu diria, aquilo que costumam chamar de prólogo.
Isso que se chama " O Encontro" não tem muita pretensão de ser. Aviso de antemão ao leitor : " Se tens pressa, serás levado ao desespero." Pois, o que aqui postarei será sempre pouco e muito pouco, e as correções serão sempre muitas. Não reclamem dos erros! Isto está e estará sempre inacabado e sujeito à correções, como a vida de qualquer um.

I capitulo. Alicerces de uma cidade bem fundada: Caos.

Tarde fresca na pequena cidade; na praça principal a velha igreja, o velho pipoqueiro; que por sinal sempre foi velho; a velha casinha de sorvetes italianos e tudo aquilo de "caindo aos pedaços" que costumam ter esses pequenos lugares. Porém, olhares atentos podem notar que a contemporaneidade não perdoa nem mesmo estes azilos geográficos. Surge um dia uma pequena praga em um corpo, e então, sem motivo algum ela se alastra. O que era corpo, já não é mais. É carcaça, espólio. O mesmo acontecerá com a cidadezinha, já se viam os indícios da doença: uma loja famosa a um canto, uma franquia alimenticia em outro, o esboço de um prédio aqui, o rabisco de uma indústria ali. Eis o tempo do qual falamos, não espera ao menos "cair as velhas crostas da vida", ignora o que existe, toma-o por nada e de repente lá está ele; o explendor luminoso de um novo mundo soterrando o passado.
Não perpassam as eras estas cidades. Por que? Não nasceram grandes. Cidades pequenas que crescem ao longo do tempo desmoronam.
Acontece leitores, que o famoso "E fez-se luz" se deu de forma diferente neste lugar, contrataram um renomado arquiteto, um economista, um agricultor, um planejador, etc; juntaram todos num canto e disseram: "Deem-nos um mundo perfeito!" E não é que deram! Maquetes onde não cabe o homem.
(cap. incompleto)

2 comentários:

Ricardo Vieira disse...

É um trechinho pequeno, uma pequena promessa de texto; mas a julgar pelo polimento de algumas formulações, pelo caráter provocativo da metáfora que se insinua e por uma certa força coesiva subterrânea que traz junto tudo o que você escreveu, me parece que fica evidente nesse textinho que você tem experimentado um amadurecimento não só de escrita, mas principalmente de pensamento, muito grande, até surpreendente. Você já tinha uma gritante vocação poética; agora ela parece estar sendo forjada e afiada pelo fogo da experiência. Parabéns! Confio que você cresça e se torne cada vez mais forte, pro pensamento e pra vida. Não desanime!

piscitello disse...

Relendo isso notei que tem tanto do gilvan no que escrevo!
puts, tenho que parar de assistir as aulas dele